CartaExpressa
Reverendo que negociava vacina em nome do governo diz que não pode comparecer à CPI
Amilton de Paula enviou à comissão um atestado médico válido por 15 dias; a oitiva está marcada para a quarta-feira 14
O reverendo Amilton de Paula enviou nesta segunda-feira 12 à CPI da Covid um atestado médico para dizer que não poderá comparecer à sessão da quarta-feira 14, quando deveria prestar um depoimento.
Ele entrou na mira da comissão por receber um aval do então diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz, para negociar em nome do governo de Jair Bolsonaro a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca com a Davati Medical Supply.
Lauricio Cruz foi exonerado do posto na última quinta-feira 8, após a revelação do caso.
Amilton de Paula responde por uma entidade chamada Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, a Senah, por meio da qual negociaria a aquisição dos imunizantes.
O atestado médico apresentado pelo reverendo, que tem como motivação uma crise renal, tem validade de 15 dias, a partir de 9 de julho.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Quem é o coronel Elcio Franco, pivô no escândalo da Covaxin e novo foco da CPI da Covid
Por Victor Ohana
CPI já reuniu elementos pra impeachment de Bolsonaro, diz Simone Tebet
Por Estadão Conteúdo


