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Ativistas são detidos na China por exigir transparência aos dirigentes

Dez chineses foram detidos por “estimular a subversão do estado” após pedir que autoridades políticas revelem seu patrimônio. A imprensa oficial chinesa disse ser contra as detenções

Ativistas são detidos na China por exigir transparência aos dirigentes
Ativistas são detidos na China por exigir transparência aos dirigentes
Policial chinês proíbe fotos em frente à sede do Partido Comunista em Pequim em abril de 2012. Foto: ©afp.com / Mark Ralston
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PEQUIM (AFP) – Mais de 10 ativistas chineses foram detidos por organizar uma campanha para que as autoridades políticas revelem seu patrimônio. Um dos ativistas foi indiciado por “estimular a subversão do estado”, informaram os advogados de defesa.

As detenções contradizem a informação da imprensa oficial chinesa, que na quarta-feira 8 destacou que a poderosa “Comissão de Disciplina” do Partido Comunista Chinês (PCC) era contra a detenção dos ativistas e recomendou uma “recepção calorosa”.

Na província de Jiangxi (sul), a militante Liu Ping, de 48 anos, foi detida no fim de abril por “incitação à subversão do poder do estado” por ter exigido, na internet, que as autoridades revelem seu patrimônio, informou o advogado Zheng Jianwei. A polícia de Jiangxi, que não respondeu as ligações da AFP, não informou os motivos da detenção, segundo o advogado.

Em Pequim, no fim de abril, a polícia prendeu 10 militantes que exibiram uma faixa que pedia a divulgação da renda das autoridades. Os 10 foram acusados de “reunião ilegal”, segundo um de seus advogados, Liang Xiaojun.

A China recorre com frequência à acusação de “subversão” para reprimir os manifestantes.

O caso mais famoso é o do Prêmio Nobel da Paz de 2010, Liu Xiaobo, condenado a 11 anos de prisão por ter solicitado reformas democráticas.

A família do novo presidente chinês, Xi Jinping, teria uma fortuna de 376 milhões de dólares, segundo a agência Bloomberg.

Leia mais em AFP Movel.

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