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Cartes promete promover retorno do Paraguai ao Mercosul

O novo presidente diz entender o bloco econômico como uma grande oportunidade de empregos para a população paraguaia

Cartes promete promover retorno do Paraguai ao Mercosul
Cartes promete promover retorno do Paraguai ao Mercosul
Novo presidente do Paraguai, Horacio Cartes após vencer as eleições, 21 de abril, 2013. Foto: ©afp.com / Pablo Porciuncula
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ASSUNÇÃO (AFP) – O presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, se comprometeu a promover a normalização das relações com o Mercosul e a aprovação parlamentar do ingresso da Venezuela no bloco. ”Vamos fazer todo o possível para voltar ao Mercosul. O nosso compromisso é realizar todo o esforço em busca da normalização das relações”, disse Cartes em entrevista coletiva um dia após vencer as eleições no Paraguai, na segunda-feira 22.

O Paraguai foi suspenso do Mercosul em junho passado, devido ao impeachment relâmpago contra o presidente Fernando Lugo, acusado pelo Congresso de “mau desempenho de suas funções” após um conflito agrário que deixou 17 mortos.

A queda de Lugo foi tachada de “golpe parlamentar” por seus sócios da região, que impuseram sanções políticas ao Paraguai e o isolaram do bloco até a realização de eleições, o que ocorreu neste domingo.

Cartes advertiu que para a normalização das relações deve primar o estado de direito, em referência ao ordenamento jurídico do bloco regional fundado em 1991 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. ”Sair do Mercosul é uma bobagem. Estamos absolutamente predispostos” a voltar ao bloco e à União das Nações Sul-Americanas (Unasul), do qual o Paraguai também foi suspenso pela crise política.

Sobre a Venezuela, Cartes destacou ter “muita predisposição” para obter a aprovação parlamentar sobre o ingresso de Caracas. Em junho de 2012, a Venezuela se converteu em membro pleno do Mercosul, em Mendoza (Argentina), imediatamente após a suspensão do Paraguai. ”O atrativo de estar no Mercosul é muito importante, de gerar oportunidades de trabalho para nossos compatriotas”, explicou Cartes.

“Ou olhamos para trás e lembramos a Guerra da Tríplice Aliança ou olhamos para frente”, disse Cartes sobre o conflito entre Paraguai, de um lado, e Brasil, Argentina e Uruguai, do outro, que devastou o país.

No domingo, Cartes foi saudado pela presidente Dilma Rousseff e seus colegas de Argentina, Cristina Kirchner, Uruguai, José Mujica, Chile, Sebastián Piñera, e Peru, Ollanta Humala. Dilma manifestou sua “disposição de recompor as relações bilaterais e as do Paraguai com o Mercosul”, e Cartes “agradeceu o gesto da presidente e garantiu estar pronto para normalizar as relações do Paraguai com os demais países”.

Perfil

Empresário, milionário e novato no mundo da política, Cartes liderou o retorno ao poder do Partido Colorado, que havia sido derrotado em 2008 pelo esquerdista Fernando Lugo após seis décadas no comando do país.

Cartes, 56 anos, recebeu 45,91% dos votos, superando por ampla margem seu principal rival, o senador governista Efraín Alegre, que obteve 36,84%.

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