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CPI da Covid vai buscar propagadores de fake news durante a pandemia
Até o momento os inquéritos já apontaram nomes ligados diretamente ao presidente Jair Bolsonaro e sua família
As irregularidades na compra de vacinas não são o único alvo da CPI da Covid. Mais recentemente, a cúpula da comissão passou a se debruçar também nas investigações sobre os propagadores de fake news durante a pandemia. A informação é do jornal O Globo.
As investigações dos senadores são feitas ‘longe dos holofotes’, e buscam identificar quem são os propagadores de notícias falsas.
Até o momento os inquéritos já apontaram nomes ligados diretamente ao presidente Jair Bolsonaro e sua família. Os investigados teriam disparado notícias falsas sobre o chamado ‘kit covid’, comprovadamente ineficaz no combate ao vírus, e com informações contra o uso de máscaras, método apontado como um dos mais eficazes no enfrentamento da pandemia.
Sete nomes próximos ao presidente e seus filhos já tiveram os sigilos telefônicos quebrados por suspeitas de estarem ligados às fake news durante a pandemia. São eles:
- Tercio Arnaud Tomaz, assessor da Presidência;
- José Matheus Sales Gomes, assessor da Presidência;
- Mateus Matos Diniz, assessor no Ministério das Comunicações;
- Mateus de Carvalho Sposito, assessor do Ministério das Comunicações;
- Carlos Eduardo Guimarães, assessor do deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PSL-SP);
- Allan dos Santos, blogueiro bolsonarista;
- Lígia Nara Arnaud Tomaz, irmã de Tercio Arnaud.
O principal alvo da comissão é o chamado ‘gabinete do ódio’, grupo que seria comandado por Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do presidente. Carlos é apontado como o responsável informal pela comunicação digital do governo.
Além dos nomes apontados, segundo a reportagem, a CPI também deve mirar influenciadores ligados ao governo e perfis falsos ou anônimos nas redes sociais.
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