Mundo
Em carta, Chávez pede ‘espírito de combate’
“Nada é terminado quando ainda há a fazer”, ressalta o presidente venezuelano em mensagem lida por Nicolás Maduro
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O presidente em exercício da Venezuela, Nicolás Maduro, leu na segunda-feira 4, à noite, uma mensagem do presidente Hugo Chávez, que está em tratamento em Cuba, para o povo venezuelano. No texto, Chávez diz que o “espírito de combate” deve ser mantido para levar adiante os princípios da Revolução Bolivariana. A mensagem se refere aos 21 anos de rebelião cívico-militar de 1992.
“Nada é terminado quando ainda há a fazer”, ressalta Chávez, na sua mensagem. “Nós ainda temos muito na pátria para libertar e é por isso que precisamos estar cada vez mais unidos como um povo”, acrescenta. Maduro, que é o vice-presidente do país, leu o texto na Praça Pagüita próximo ao Palácio de Miraflores (sede do governo federal), em Caracas, capital venezuelana.
Maduro lembrou que foi a primeira vez, em 21 anos, que Chávez não pôde estar presente na comemoração da data. Desde dezembro, o presidente está em tratamento, em Havana, Cuba, para o combate a um câncer na região pélvica. Ele foi submetido a uma cirurgia para a retirada do tumor e sofreu uma série de complicações.
A rebelião, ocorrida há 21 anos, foi liderada por Chávez. Na mensagem ontem, o presidente disse que “naquele dia memorável todas as lutas foram reivindicadas”. “Todos somos arquitetos de um país que finalmente tomou em seus braços a bandeira bolivariana para renascer na luz da dignidade e das profundezas do coração do povo”, diz ele no texto.
*Com informações da agência pública de notícias da Venezuela, AVN
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


