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Funcionária da CBF acusa presidente da entidade de assédio: ‘Você se masturba?’

As denúncias recaem sobre o presidente da CBF, Rogério Caboclo, que sofre pressão de dirigentes de de federação para se afastar do cargo

Funcionária da CBF acusa presidente da entidade de assédio: ‘Você se masturba?’
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Uma funcionária da CBF apresentou, na sexta-feira 4, denúncias de assédio moral e sexual contra o presidente da entidade, Rogério Caboclo. Os relatos foram feitos à Comissão de Ética e Diretoria de Governança e Conformidade da instituição. Os relatos da mulher foram feitos à Comissão de Ética e Diretoria de Governança e Conformidade da instituição. A revelação foi feita pelo Globo Esporte, da Tv Globo.

Segundo os relatos da vítima – que trabalha na CBF há 9 anos, atualmente como cerimonialista – os abusos acontecem desde abril do ano passado. Há constrangimentos em viagens e em reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF.

A funcionária gravou um diálogo de 12 minutos, há cerca de três meses no gabinete do presidente da CBF, no Rio de Janeiro.

De início, Caboclo relata fatos íntimos de seu casamento, momento em que a funcionária diz: “Chefe, eu não vou entrar no assunto da vida sexual de vocês. Não sou a melhor conselheira”. Minutos depois, já ao final da gravação, o presidente da CBF pergunta à funcionária: “Você se masturba?”. A mulher responde: “Eu estou ficando sem graça. Não quero falar disso”, e diz que é hora daquela conversa terminar.

Ainda de acordo com a funcionária, durante todo o período em que os abusos ocorreram, o presidente estava sob efeito de álcool. No documento, ela relata pedidos de Caboclo para que ela escondesse bebidas em lugares previamente combinados, para que o dirigente pudesse beber ao longo do expediente.

O documento com as denúncias foi enviado por e-mail ao presidente da Comissão de Ética e ao diretor André Megale, responsável pela Governança e Conformidade. A defesa de Rogério Caboclo nega os relatos e disse que sua inocência será provada na Comissão de Ética da CBF. O cartola sofre pressão de dirigentes de de federação para se afastar do cargo.

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