CartaExpressa

Com Bolsonaro, igreja e editora de Malafaia triplicam dívida em impostos

Parte dos dividendos é questionada pelo pastor aliado do presidente

Com Bolsonaro, igreja e editora de Malafaia triplicam dívida em impostos
Com Bolsonaro, igreja e editora de Malafaia triplicam dívida em impostos
Silas Malafaia e Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR O presidente Jair Bolsonaro ao lado do pastor Silas Malafaia (Foto: Isac Nóbrega / PR)
Apoie Siga-nos no

A igreja e a editora dirigidas pelo pastor Silas Malafaia, aliado do presidente Jair Bolsonaro, possuem 4,6 milhões de reais em impostos inscritos como dívida ativa da União. O valor é o triplo de dezembro de 2018, mês em que o governo do ex-capitão começou a assumir a presidência.

Os dados foram obtidos pelo Uol via Lei de Acesso à Informação.  As dívidas totais da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, da qual Malafaia é presidente, somam 2,89 milhões de reais. Elas se referem a imposto de renda e contribuições previdenciárias.

Os mesmos tributos são cobrados da editora Central Gospel, que também possui 26 mil reais em débitos da CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido).

A CSLL foi tema de uma mudança na lei que pode criar um perdão bilionário em impostos de dívidas de igrejas, segundo dados da Receita Federal. Bolsonaro e a bancada evangélica atuaram para modificar a legislação num movimento contrário às “absurdas multas” contra igrejas.

Em entrevista ao UOL, Malafaia disse que questiona parte dos débitos. Um dos argumentos é a nova lei aprovada no Congresso. “Esses meus débitos têm a ver com tributos mesmo que eu tenho que pagar, pedir para renegociar”, explicou o pastor.

As cifras são quase o triplo do registrado em dezembro de 2018, quando somavam 1,59 milhão de reais, de acordo com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo