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2 a 0: José Carlos de Carvalho vota pela condenação de Witzel
Para que o impeachment se concretize, são necessários ao menos sete votos
O desembargador José Carlos Maldonado de Carvalho, 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, votou nesta sexta-feira 30 pela condenação do governador afastado, Wilson Witzel.
O placar parcial no Tribunal Especial Misto é de dois votos pelo impeachment. O TEM é formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais. Para que o impedimento se concretize, são necessários ao menos sete votos.
Witzel é acusado de participar de um esquema de desvios de recursos da saúde, de fraudes e de superfaturamento em contratos emergenciais.
Na abertura da sessão, o deputado Luiz Paulo (Cidadania), autor do pedido que abriu o processo, defendeu a cassação do governador afastado. Na sequência, o relator, deputado Waldeck Carneiro (PT), apresentou um longo voto pela cassação.
O impeachment abarca atos que podem configurar crime de responsabilidade. São eles: a requalificação da empresa Unir Saúde para firmar contratos com o estado, assinada por Witzel em março de 2020; e a contratação da Iabas para gerir os hospitais de campanha anunciados pelo governo no início da pandemia.
“A improbidade administrativa resta sobejamente demonstrada em ambas as imputações de forma inquestionável, com todas as suas nuances, posto que, vilipendiando a moral, a ética e os princípios basilares da boa administração, pautou o acusado com total escárnio, desapego e sordidez em relação à coisa pública, atingindo de forma indireta e direta todos os cidadãos”, argumentou Carvalho.
Por trás das duas organizações sociais estaria o empresário Mário Peixoto, preso pela Operação Favorito em maio de 2020. A acusação alega que os atos administrativos de Witzel tinham como intuito beneficiar o esquema de corrupção colocado em curso por Peixoto e outros empresários.
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*Com informações da Agência Estado
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