Saúde

Pandemia segue em nível crítico, alerta Fiocruz; foram 3.163 mortes em 24h

Segundo os pesquisadores, o País pode continuar a registrar nas próximas semanas altos índices de casos e mortes

Pandemia segue em nível crítico, alerta Fiocruz; foram 3.163 mortes em 24h
Pandemia segue em nível crítico, alerta Fiocruz; foram 3.163 mortes em 24h
FOTO: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
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A Fundação Oswaldo Cruz divulgou nesta quarta-feira 28 um boletim extraordinário de seu Observatório Covid-19 para informar que, apesar do registro de queda nos casos e mortes decorrentes do novo coronavírus, a pandemia segue em nível crítico no Brasil.

Nas últimas 24 horas, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o País teve 3.163 óbitos, levando o total de vítimas fatais a 398.185. Entre terça e quarta-feira, também foram contabilizados 79.726 novos casos de Covid-19. Com isso, o total oficial de infectados subiu para 14.521.289.

A média móvel de mortes, que leva em consideração os dados dos últimos sete dias, é de 2.387. A de casos, de 56.928.

A análise do observatório da Fiocruz se baseia nos dados coletados entre 18 e 24 de abril, os quais apontam para uma redução de 1,5% ao dia no número de casos e de 1,8% no de mortes, “mostrando uma tendência de ligeira queda, mas ainda não de contenção” da Covid-19.

Os pesquisadores da Fiocruz avaliam que o comportamento identificado pode indicar a formação de um cenário semelhante ao de 2020, mas com números mais elevados de casos e óbitos. “Esse conjunto de indicadores, que vêm sendo monitorados pelo Observatório Covid-19 Fiocruz, mostram que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo nas próximas semanas”, alertam.

É por isso que os pesquisadores chamam a atenção para os riscos de flexibilizar em demasia as medidas de distanciamento social nos estados. Dada a fragilidade da queda registrada nos últimos dias, não se descarta uma nova ascensão nos números.

Eles também afirmam que “a reorganização e a ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”.

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