CartaExpressa

Senadores da CPI da Covid querem convocar membros do gabinete do ódio

‘É importante o acesso da comissão a tudo o que houver de conexo com o fato determinado’, avalia Renan Calheiros

Senadores da CPI da Covid querem convocar membros do gabinete do ódio
Senadores da CPI da Covid querem convocar membros do gabinete do ódio
O senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), provável relator da CPI da Covid, planeja pedir ao Supremo Tribunal Federal  acesso aos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos, que investigam aliados do presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista a O Globo, no entanto, o parlamentar disse que, antes de qualquer iniciativa formal, o tema será debatido por todos os membros da CPI.

“É importante o acesso da comissão a tudo o que houver de conexo com o fato determinado, incluindo esses inquéritos. Defendo que tudo o que houver de fato conexo seja apurado”, afirmou o senador.

“Estamos trabalhando para sistematizar as propostas do plano de trabalho. O calendário da CPI será ajustado em função da estratégia de apuração”, acrescentou.

Autor do pedido de CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) concorda com a ideia de Renan.

“Já tem requerimento meu pedindo isso. É necessário porque há indício de disseminação de fake news que agravaram a pandemia. No início da pandemia, foi divulgado que não havia pessoas sendo sepultadas em Manaus, que havia caixões vazios sendo enterrados em Manaus. Deputados bolsonaristas divulgaram, por exemplo. Depois disseminaram tratamento precoce, o que prejudicou a vida das pessoas. Já nos atos antidemocráticos, houve ações de aglomerações das quais o próprio presidente chegou a participar”, apontou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo