Política

Justiça suíça condena ex-diretor da CPTM

João Roberto Zaniboni, ex-auxiliar dos governadores Covas e Alckmin, foi multado e teve seus bens confiscados

Justiça suíça condena ex-diretor da CPTM
Justiça suíça condena ex-diretor da CPTM
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, inauguram trem da CPTM em fevereiro de 2011
Apoie Siga-nos no

A Justiça da Suíça condenou por lavagem de dinheiro o engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-executivo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nos governos do PSDB Mário Covas e Geraldo Alckmin. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Zaniboni foi multado (em valores não informados) e teve seus bens confiscados naquele país. Segundo a Agência Estado, o Ministério Público da Suíça reclamou da falta de colaboração de seu órgão irmão no Brasil. “Por falta de endereço esta multa nunca lhe pôde ser entregue.”

O documento sobre a condenação de Zaniboni já está com o Ministério Público de São Paulo. O ex-dirigente da CPTM, no entanto, ainda não foi localizado pelas autoridades judiciais locais.

Zaniboni ocupou o cargo de diretor de operações e manutenção da CPTM em gestões tucanas entre os anos de 1998 e 2003. Nesse período, de acordo com a investigação do Ministério Público da Suíça, teriam sido realizadas transferências para a conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique e de titularidade de Zaniboni, segundo a AE.

Sempre segundo a reportagem, o país europeu está convencido de que se trata de dinheiro de propina que ele teria angariado a partir de contratos firmados pela CPTM para melhorias de 129 vagões. A conta Milmar, informa a agência de notícias, captou 836 mil dólares. Uma parte desses recursos, 255,8 mil dólares, teria passado pela conta 524373, aberta em nome de outro personagem do propinoduto, o engenheiro e consultor Arthur Gomes Teixeira.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo