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Nove meses após a facada, Câmara reembolsou Bolsonaro em 435 mil reais
O montante se refere a gastos com saúde; a Casa, no entanto, não dá detalhes sobre quando as despesas foram contraídas
A Câmara dos Deputados garantiu em junho de 2019 ao presidente Jair Bolsonaro um reembolso de mais de 435,3 mil reais por despesas com a saúde, nove meses depois da facada sofrida pelo então candidato ao Planalto.
A informação foi obtida pelo jornal Folha de S.Paulo. Ao veículo, porém, a Câmara não informou o período exato em que foi contraída essa despesa, tendo especificado apenas que Bolsonaro ainda ocupava o posto de deputado federal.
A tramitação para que Bolsonaro, já na Presidência, obtivesse o reembolso teve início em 25 de abril e foi finalizada em 13 de junho.
Ao negar o fornecimento de detalhes, a Câmara alegou que “se tratam de informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem, com inviabilidade jurídica de atendimento do pedido”.
Em 6 de setembro, dia do ataque, Bolsonaro passou pela primeira cirurgia, em Juiz de Fora (MG). Um dia depois, foi transferido ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde foi submetido a um procedimento de emergência e permaneceu internado por 23 dias. Em novembro, passou por exames no hospital, como preparação para uma nova cirurgia, que foi realizada no começo de 2019.
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