CartaExpressa

Juíza nega pedido para afastar Dr. Jairinho do cargo de vereador

A magistrada Mirela Erbisti alegou ‘presunção de inocência e separação dos Poderes’

Juíza nega pedido para afastar Dr. Jairinho do cargo de vereador
Juíza nega pedido para afastar Dr. Jairinho do cargo de vereador
Foto: Reprodução
Apoie Siga-nos no

A juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Púlica do Tribunal de Justiça do Rio de janeiro, rejeitou um pedido de afastamento do vereador Dr. Jairinho do cargo. O político está preso desde a quinta-feira 8 por obstrução das investigações sobre a morte do menino Henry Borel.

A solicitação foi feita pelos vereadores Chico Alencar, Tarcísio Motta, Thais Ferreira, Paulo Pinheiro, Monica Benício, William Siri e Doutor Marcos Paulo. O grupo argumenta que, “diante dos fatos narrados e de tudo que se sabe até o momento através de declarações dos órgãos de investigação e da mídia, parece o suficiente registrar que há fortes indícios da autoria do Vereador do referido crime”.

Erbisti afirmou que “indene de dúvidas a repulsividade do crime praticado contra o menor Henry. Tendo chocado toda a sociedade, os noticiários veiculam diariamente detalhes da investigação, os quais inevitavelmente revoltam e entristecem qualquer ser humano com um mínimo de empatia pelo outro”.

Ela argumenta, no entanto, que “por maior que seja o clamor social por justiça, a liminar em questão esbarra em dois princípios inafastáveis, quais sejam o da presunção de inocência e o da separação dos Poderes”.

Segundo o vereador Chico Alencar, o grupo que acionou a Justiça não demandava qualquer punição criminal a Jairinho, mas o afastamento cautelar do cargo, que tem de ser determinado pela Justiça.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo