CartaExpressa
Queiroga diz que precisa convencer Bolsonaro sobre as melhores práticas contra a Covid
Ministro da Saúde evitou criticar o seu antecessor, mas disse que o estava sendo feito não surtiu o resultado desejado
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que cabe a ele persuadir o presidente Jair Bolsonaro sobre as “melhores práticas” de combate ao novo coronavírus.
“É meu dever persuadir meu presidente em relação às melhores práticas. Se eu não conseguir, a falha é minha, e não do presidente”, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo.
“Ele foi eleito para governar o país. Eu me vacinei contra a Covid, e, antes de chegar aqui, me vacinei contra qualquer tipo de intriga. Não estou aqui para fazer política na saúde, mas de saúde”, acrescentou.
Na conversa, Queiroga evitou criticar o seu antecessor, general Eduardo Pazuello, mas disse que “se o que estava sendo feito tivesse surtido o resultado desejado, eu não seria o ministro da Saúde”.
Sobre o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19, como a cloroquina, o ministro revelou que convidou a “comunidade científica, os técnicos do ministério, médicos assistenciais” para “buscar um caminho de convergência em cima das condutas que comprovadamente funcionam”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



