Política

O cenário político para o segundo semestre

O jogo político continua pesado: há uma tensão grande no ar porque nada está acontecendo. E pouca coisa aconteceu ou acontecerá para reverter as expectativas gerais

O cenário político para o segundo semestre
O cenário político para o segundo semestre
'O único fato novo foi a nova presença do Ministro Aloizio Mercadante, assumindo a interlocução política'
Apoie Siga-nos no

O jogo político continua pesado, quando visto da Esplanada dos Ministérios. Há uma tensão grande no ar porque nada está acontecendo. As manifestações de junho passado foram a primeira rodada.

Em 7 de Setembro haverá a segunda rodada. Além da chuva de manifestações previstas, o desfile de 7 de Setembro em Brasília, que terá que contar com a presença da presidente da República.

E muito pouca coisa aconteceu ou acontecerá para reverter as expectativas gerais.

***

A presidente Dilma Rousseff não quis promover reformas ministeriais em julho.

Decidiu-se não mexer no Ministério – nem na Fazenda – supondo que um novo Ministro levaria tempo para desenvolver um novo discurso. Observadores atentos da cena palaciana consideram que desde abril a política econômica já mudou, a política monetária tornou-se mais rígida, a fiscal tende a se enrijecer. Se mudou a política econômica, deveriam ter mudado também os seus respectivos avalistas.

A grande janela de oportunidade era julho. Agora, o tempo passou. Daqui até o início do ano terá que se haver com a mesma estrutura de Ministros e assessores. O único fato novo foi a nova presença do Ministro Aloizio Mercadante, assumindo a interlocução política.

Na opinião de um membro do Palácio, faltam mais Mercadantes no governo.

***

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo