Mundo
Chile fecha fronteiras em abril por aumento de casos de Covid-19
A medida entra em vigor na próxima segunda-feira 5. País registrou número diário mais alto de contágios de coronavírus em toda pandemia
O Chile anunciou, nesta quinta-feira 1º, que fechará suas fronteiras durante todo mês de abril diante do aumento dos casos de coronavírus no país, em paralelo ao avanço da campanha de vacinação – informa a subsecretária de Prevenção de Delito, Katherine Martorell, em uma nota.
A medida, que entra em vigor na próxima segunda-feira 5, foi anunciada ao mesmo tempo em que se informava o número diário mais alto de contágios de coronavírus em toda pandemia: 7.830 casos e 193 mortos.
Com esses registros, o país ultrapassou 1 milhão de casos (1.003.406) e alcançou as 23.328 mortes registradas desde o primeiro caso detectado em 3 de março de 2020.
“Precisamos com urgência de um esforço adicional, porque estamos em um momento muito crítico da pandemia”, disse o porta-voz do governo Jaime Bellolio.
No país, as autoridades de saúde já detectaram a presença das variantes brasileira e britânica da Covid-19.
O aumento dos contágios no Chile ocorre paralelamente ao rápido avanço da vacinação, que já alcançou sete milhões de pessoas com pelo menos uma dose.
A meta do governo é vacinar 80% da população antes de 30 de junho, neste país de 19 milhões de habitantes. No entanto, o sucesso do processo de vacinação gerou uma falsa sensação de segurança contra o vírus, o que se somou à retomada prematura de várias atividades – como aulas presenciais, academias e cassinos. Segundo os especialistas, esse foi o motivo do aumento sustentado dos casos.
Até o momento, 24% da população completou as duas doses necessárias para alcançar a imunidade.
O relatório Icovid desta quinta-feira, que reúne especialistas da Universidade do Chile, da Universidade Católica do Chile e da Universidade de Concepción, informa pela primeira vez uma presença menor na UTI de pacientes maiores de 70 anos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


