CartaExpressa
‘Cenário sombrio’, diz médica que recusou convite para Ministério
‘O que vi e aprendi na medicina e ciência está acima de ideologia ou expectativa que não seja pautada em ciência’, afirmou Ludhmila Hajjar
Após recusar o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde, a cardiologista Ludhmila Hajjar afirmou nesta segunda-feira 15 que não concordou com medidas como o uso de cloroquina e outros medicamentos sem comprovação científica para Covid-19.
“Não é o momento de assumir a pasta, o que vi e aprendi na medicina e ciência está acima de ideologia ou expectativa que não seja pautada em ciência”, argumentou, pontuando que o Brasil precisa “pautar a sua atuação pela ciência para sair do sufoco”, disse em entrevista à CNNBrasil.
Ao G1, a médica declarou que “não houve convergência técnica entre nós [ela e o presidente]”.
“Cenário no Brasil é bastante sombrio. O Brasil vai chegar em 500 mil, 600 mil mortes”, ressaltou ao comentar o atual momento da pandemia.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Ludhmila Hajjar recusa convite de Bolsonaro para Ministério da Saúde
Por CartaCapital
‘Quem tem compromisso com a medicina terá dificuldade de aceitar convite de Bolsonaro’
Por Alisson Matos



