CartaExpressa
‘Foi corrigida uma grande injustiça’, diz Ciro após decisão de Fachin
O pedetista, no entanto, disse ser improvável ‘que a sociedade brasileira queira repetir aquela confrontação odienta’ de 2018
O ex-ministro Ciro Gomes, provável candidato do PDT à Presidência em 2022, enalteceu a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as condenações impostas ao ex-presidente Lula na Lava Jato e declarar a incompetência da Justiça Federal no Paraná para julgar os casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula.
O pedetista, no entanto, pediu cautela ao analisar os impactos políticos e eleitorais da determinação de Fachin.
“Foi corrigida essa grande injustiça que eu denunciei ao longo desses anos todos. Portanto, o processo é nulo e o Lula tem devolvidos os seus direitos políticos. Isso eu acho bom para o Brasil. Agora, a política vai dizer amanhã se é disso que o Brasil precisa. E eu acho muito improvável que a sociedade brasileira queira repetir aquela confrontação odienta, sectária, radicalizada que marcou a divisão da Nação brasileira em 2018”, declarou Ciro em entrevista à CNN Brasil.
“Se a solução para o confronto contra o bolsonarismo boçal é a volta do lulopetismo envelhecido, inconfiável, cheio de contradições irrespondíveis, eu acho que é melhor esperarmos um tempo aí para amadurecer isso”, acrescentou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


