Política

Após repudiarem ataque, Ciro e Boulos criticam foto de Bolsonaro

Foto postada por filho mostra candidato do PSL à Presidência imitando révolveres com as mãos após ser vítima de facada

Após repudiarem ataque, Ciro e Boulos criticam foto de Bolsonaro
Após repudiarem ataque, Ciro e Boulos criticam foto de Bolsonaro
Foto foi publicada por Flavio Bolsonaro, filho do candidato do PSL
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Ciro Gomes e Guilherme Boulos repudiaram o atentado contra Jair Bolsonaro, alvo de uma facada na quinta-feira 6 durante uma caminhada pelas ruas de Juiz de Fora (MG). Após o presidenciável do PSL publicar uma foto no hospital em que faz seu característico gesto de simular armas de fogo com as mãos, os candidatos do PDT e do PSOL voltaram a criticar a vítima da agressão.

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A foto de Bolsonaro no hospital foi publicada por seu filho, Flávio Bolsonaro, candidato ao Senado no Rio de Janeiro. “Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia”, disse, antes de convocar um ato em defesa de seu pai. A postagem foi feita no sábado 8, dois dias após a agressão sofrida pelo candidato.

Nesta terça-feira 10, Ciro Gomes afirmou que Bolsonaro “representa um risco grave à população” e condenou o gesto de imitar revólveres feito pelo candidato. Ele voltou a afirmar, como fez no dia do atentado, que o crime é “absolutamente intolerável”, mas defendeu a necessidade de se distinguir o “sentimento cristão de solidariedade” e a “decisão do futuro do País”.

“Ele (Bolsonaro) representa um pensamento de uma revolta muito zangada, muito extremista, muito radical, e o Brasil, a maioria do nosso povo, quer uma solução equilibrada”, argumentou Ciro.

“Não creio que seja a intenção dele, mas a natureza da atitude de fazer gesto de arma com a mão ainda dentro do hospital, de ensinar criança de três, quatro anos a mostrar uma arma, de apologia ao armamento, de dizer que tem que fuzilar os adversários do partido A é um descuido de quem está nesse nível de projeção simbólica do conjunto da sociedade”, completou.

No dia do atentado, Ciro disse repudiar “a violência como linguagem politica”. “Solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie.”

Boulos seguiu linha semelhante. No domingo 9, ele afirmou em sua conta no Twitter ser “lamentável que logo após ter sido vítima de violência, Bolsonaro siga estimulando mais violência. “A saída para o Brasil não é com tiros e intolerância. É com democracia e solidariedade.”, escreveu o candidato do PSOL.

No dia da agressão a Bolsonaro, Boulos afirmou que “a violência não se justifica” e “não pode tomar o lugar do debate político”. “Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato.”

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