Política
Mães trágicas
As Mães do filme de Caetano Gotardo são apresentadas em diferentes condições de perda ou distanciamento, e assim reagem
O Que se Move
Caetano Gotardo
Há a relação apartada entre mãe e filho, a realidade dos jornais inspirada nas histórias, além do ato de cantar que servirá à expiação da dor. Mas essa sintonia não torna as três partes de O Que se Move menos desestabilizadoras a quem assiste ao notável longa de estreia de Caetano Gotardo, em cartaz a partir de sexta 10. Isso porque as mães (Cida Moreira, Andrea Marquee e Fernanda Vianna) são apresentadas em diferentes condições de perda ou distanciamento e assim reagem. Sem a apreensão óbvia dos acontecimentos, Gotardo prefere aludir mais do que assinalar o crucial. Cobra nesse aspecto uma exigência no vagar das situações, aos poucos construídas e nunca banais. Se sugerem melancolia, as protagonistas acima de tudo surgem com um olhar amoroso.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


