CartaExpressa
Sem eficácia contra a Covid-19, hidroxicloroquina doada por Trump encalha
Joinville (SC), que recebeu 160 mil comprimidos, não utilizou nem 0,8% do total e quer devolver o restante
O governo de Jair Bolsonaro tem cerca de 2,5 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina encalhados em um armazém do Ministério de Saúde, em hospitais e em diversos municípios.
Constantemente defendida por Bolsonaro como protagonista do chamado “tratamento precoce”, no entanto, a hidroxicloroquina não tem qualquer eficácia comprovada contra a Covid-19.
O medicamento foi doado à gestão federal pelo governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela farmacêutica Sandoz. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Joinville (SC) é a cidade que recebeu a maior quantidade, 160 mil comprimidos, mas não utilizou nem 0,8% do total e quer devolver o restante.
O segundo município na lista é Lages (SC), que recebeu 63 mil unidades e usou apenas 6 mil. Em Manaus (AM), uma das cidades mais impactadas pelo novo coronavírus, 3,52 mil dos 15 mil comprimidos recebidos foram utilizados “principalmente para casos da Covid-19.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



