Política
Relator da PEC Emergencial recua sobre o fim dos gastos mínimos com saúde e educação
Márcio Bittar (MDB-AC) mudou sua posição após perceber que a maioria dos senadores é contrária à medida
O relator da PEC Emergencial no Senado, Márcio Bittar (MDB-AC), afirmou nesta sexta-feira 26 que vai tirar a parte do projeto que previa o fim dos gastos mínimos com educação e saúde.
Em entrevista à CNNBrasil, Bittar revelou que a decisão se deu após perceber que a maioria dos senadores é contrária à medida.
“O que hoje no plenário deu para perceber é que o Senado praticamente enterrou, mostrou que é contra a desvinculação e que é contra até o debate. Se eu mantivesse a desvinculação, poderia comprometer todo o processo. Então, não vou agir com o fígado, embora eu tenha saído com o fígado inchado ontem do plenário”, disse.
O senador do MDB do Acre disse ainda que, na próxima terça-feira 2, apresentará um novo parecer, que será lido no mesmo dia no plenário da Casa. A votação está prevista para a quarta-feira 3.
Na véspera do texto ser analisado, parlamentares da oposição afirmaram a CartaCapital que o texto, que inclui o fim do piso de gastos com saúde e educação e a exclusão do repasse de 28% das receitas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES, não passaria.
“Muita gente da base do governo disse que não aceitava esse texto. Há uma resistência à ideia de eliminar os pisos de saúde e educação e isso gera dificuldade”, disse Humberto Costa (PT-PE).
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