Sociedade
Mais de 90 jornalistas morreram de Covid-19 desde o início da pandemia, diz Fenaj
Amazonas e São Paulo são os estados com maior número de óbitos
Pelo menos 93 profissionais da imprensa morreram por Covid-19 entre o início da pandemia, em 2020, até o fim de janeiro deste ano, segundo pesquisa divulgada pela Federação Nacional dos Jornalistas nesta quinta-feira 11.
O levantamento foi realizado pelo Departamento de Saúde, Previdência e Segurança da Fenaj. De acordo com o estudo, houve crescimento dos óbitos em novembro e dezembro do ano passado, e explosão em janeiro, quando ocorreram 25% das mortes.
Amazonas e São Paulo foram os estados com maior número de falecimentos de jornalistas. Foram 14 vítimas fatais em cada um, sendo que o Amazonas tem uma população dez vezes menor que São Paulo.
Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com nove óbitos, e Paraná, com oito.
O maior número de mortos tinha a faixa etária de 51 a 60 anos: foram 23 óbitos. Na sequência, 22 vítimas fatais tinham entre 61 e 70 anos. Os homens são 91,4% do total. Entre as mulheres, 8,6%, metade tinha menos de 35 anos.
Entre os profissionais, estão repórteres, fotógrafos, editores, radialistas e assessores.
O dossiê foi realizado por meio de buscas em notas de jornais, informações coletadas com os sindicatos de jornalistas e relatos de amigos e parentes das vítimas.
Em nota, o coordenador da pesquisa, Norian Segatto, disse que os números são “assustadores”, mas ainda podem ser maiores, porque não existe um mecanismo oficial de registro dos casos, e nem sempre a morte do profissional de imprensa é noticiada.
A Fenaj acusa o presidente Jair Bolsonaro como o “maior responsável” pelos números, “por sua política genocida” que “contribuiu para o avanço da pandemia no país”. A entidade também afirma que “as empresas de comunicação têm sua parcela ao expor trabalhadores a condições não seguras”.
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