Política
Alcolumbre: ‘Quando faziam de tudo para destruir pontes, fiz de tudo para construir’
Parlamentar se despediu da presidência do Senado em pronunciamento de abertura das eleições do Congresso
Em pronunciamento de abertura das eleições do Congresso Nacional, nesta segunda-feira 1, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), despediu-se do cargo e criticou “atores que faziam de tudo para destruir pontes”, sem citar nomes.
O parlamentar disse que, em vários episódios, pediu a pacificação, a “união dos brasileiros em torno de causas” e a construção de pontes em relação a outros poderes da República.
“Quando, muita das vezes, alguns atores faziam de tudo para destruir as pontes, eu sempre fiz de tudo para construir as pontes”, declarou.
Alcolumbre afirmou ainda que o período de sua gestão foi marcado por “muita turbulência, muita polarização política e muito enfrentamento institucional”. Segundo ele, seu legado é ter pregado palavras como entendimento.
“Tentei acertar mais do que errar”, afirmou. “Se Deus me deu uma grande virtude, é a virtude de ouvir, a paciência de conversar e a vontade de vencer.”
O senador do Amapá foi eleito em 2014 e cumpre um mandato de oito anos. Nos dois anos que restam, afirmou que defenderá a democracia e o respeito às diferenças.
“A gente precisa dar uma resposta àqueles que mais precisam. Teremos graves problemas sociais, já tínhamos antes da pandemia, e foram ampliados com a pandemia”, afirmou. “A vacinação tem que ser uma questão urgente.”
Seu candidato na disputa para a nova presidência do Senado é Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também recebe o apoio do presidente Jair Bolsonaro e de partidos da oposição. A maior adversária de Pacheco é Simone Tebet (MDB-MS.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



