Mundo

Senado recebe processo de impeachment contra Trump

O ex-presidente é acusado de incitar a ação violenta contra o Capitólio que deixou cinco mortos neste mês

Senado recebe processo de impeachment contra Trump
Senado recebe processo de impeachment contra Trump
Foto: J. Scott Applewhite/POOL/AFP
Apoie Siga-nos no

O Senado norte-americano recebeu na noite desta segunda-feira 25 a acusação contra o ex-presidente Donald Trump por incitação à insurreição contra o Capitólio, no dia 13 de janeiro.

Segundo o pedido de impeachment aprovado pela Câmara, Trump incentivou, por meio de discursos, a ação violenta de militantes de extrema-direita, que deixou cinco mortos.

Por volta das 21h (de Brasília), nove deputados que atuarão como procuradores levaram ao Senado a peça contra Trump, o primeiro presidente americano a sofrer dois impedimentos na Câmara – no primeiro, foi absolvido pelos senadores.

Se for condenado desta vez, pode ser impedido de se candidatar novamente à Presidência em 2024. O julgamento, porém, só deve começar em 9 de fevereiro.

Antes de analisar o caso, o Senado deve se debruçar sobre um pacote de alívio para a crise econômica em meio à pandemia do novo coronavírus. O presidente Joe Biden apresentou um plano de 1,9 trilhão de dólares, mas, diante da resistência de alguns republicanos ao valor, congressistas democratas projetam até seis semanas de negociação.

Para que Trump seja condenado no Senado, são necessários 67 votos a favor do impeachment. Pela configuração atual da Casa, cada partido ocupa 50 cadeiras.

O julgamento será presidido pelo democrata Patrick Leahy, de 80 anos, que é senador desde 1985. “Quando presidir o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump, não vou vacilar de minhas obrigações constitucionais e juramentadas de administrar o julgamento com justiça, de acordo com a Constituição e as leis”.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo