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Bolsonaro insiste em ‘tratamento precoce’: ‘Não tem comprovação, mas não tem efeito colateral’
Ao contrário do que disse o presidente, medicamentos podem provocar reações
O presidente Jair Bolsonaro usou sua transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira 21 para insistir no ‘tratamento precoce’ de pacientes infectados pelo novo coronavírus, baseado em medicamentos sem eficácia comprovada.
“Eu apresento uma alternativa. ‘Ah, não tem comprovação científica’. Não tem, eu sempre disse isso. Mas também não tem efeito colateral o que é proposto”, disse Bolsonaro.
“Não precisa falar tratamento precoce. O que tem que ser respeitado é o direito do médico na ponta da linha – chama-se tratamento ‘fora da bula’ – de receitar algo para uma doença que não existe ainda um remédio específico para aquilo”, acrescentou.
Ao contrário do que disse Bolsonaro, porém, a cloroquina e a hidroxicloroquina apresentam efeitos colaterais, que podem variar de acordo com cada organismo. Alguns dos efeitos possíveis são distúrbios de visão, alterações cardiovasculares e neurológicas, cefaleia e fadiga.
O presidente também voltou a relativizar o número de mortes por Covid-19 no País, que chegou a 214.147 nesta quinta, com 1.316 registros nas últimas 24 horas. Segundo ele, o Brasil é “o 26º em mortes por milhão de habitantes”.
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