Saúde

Procurador bolsonarista investiga o Twitter por classificar como ‘enganosa’ postagem do Ministério da Saúde

Rede social sinalizou publicação sobre ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19, à base de medicamentos ineficazes

Procurador bolsonarista investiga o Twitter por classificar como ‘enganosa’ postagem do Ministério da Saúde
Procurador bolsonarista investiga o Twitter por classificar como ‘enganosa’ postagem do Ministério da Saúde
O procurador Ailton Benedito. Foto: Divulgação/MPGO
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O Ministério Público Federal em Goiás abriu um inquérito civil para investigar o Twitter por classificar uma publicação do Ministério da Saúde sobre ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19 como ‘enganosa’.

O responsável pela instauração é o procurador Ailton Benedito de Souza, apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro e defensor de medicamentos sem eficácia comprovada para o combate ao novo coronavírus.

“A aludida ‘marcação’ imposta pelo provedor de aplicações Twitter em sua rede social da internet, contra uma publicação do Ministério da Saúde, sobre medida de enfrentamento à pandemia de Covid-19, pode caracterizar prática ilícita de censura e prejudicar sobremaneira a prestação de informações de utilidade pública”, escreveu o procurador.

“Requisito-lhe que, no prazo de cinco dias, encaminhe os fundamentos fáticos e jurídicos que alegadamente sustentam a marcação ‘enganosa’ atribuída, em sua rede social da internet, à publicação do Ministério da Saúde acima referida; devendo detalhar exatamente porque a plataforma a considera ‘enganosa’, bem como os efeitos dessa marcação na difusão da postagem entre os usuários da aludida rede”, acrescentou Benedito de Souza.

No último sábado 16, o Twitter fez o alerta sobre um post do ministério que defendia o ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19. Segundo a empresa, houve “a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais” relacionadas à doença.

O ‘tratamento precoce’ se baseia no chamado ‘Kit Covid’, disponibilizado pelo Ministério da Saúde e que inclui a hidroxicloroquina, a cloroquina e outros medicamentos cuja eficácia contra a doença não foi comprovada.

Marcação do Twitter em post do ministério — Foto: Reprodução/Twitter

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