Saúde
Índia inicia exportação de vacinas, mas Brasil está fora da lista de prioridades
Butão e Bangladesh aparecem à frente do Brasil em comunicado do governo indiano; Pazuello não crava data para a chegada das doses
A Índia inicia nesta semana a exportação de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AztraZeneca, sob produção do instituto indiano Serum. O Brasil, no entanto, não faz parte da relação de países que receberão os imunizantes com prioridade.
Compõem a lista Butão, Ilhas Maldivas, Bangladesh, Nepal, Mianmar e Ilhas Seychelles. Segundo a agência Reuters, pessoas envolvidas nas negociações adiantaram que o Butão deve receber as doses nesta quarta-feira 20. Um dia depois, será a vez de Bangladesh.
De acordo com comunicado do governo indiano, Sri Lanka, Afeganistão e Ilhas Maurício também estão na lista, mas há pendência de documentos.
No domingo 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso emergencial de dois milhões de doses da vacina de Oxford no Brasil. Nesta segunda-feira 18, entretanto, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que ainda não obteve uma “resposta positiva” sobre a importação das vacinas da Índia.
“Todos os dias temos tido reuniões diplomáticas com a Índia. Estamos recebendo a sinalização de que isso deverá ser resolvido nos próximos dias dessa semana. Não tenho a resposta positiva até agora. Não há resposta positiva de saída até agora. Está sinalizado para os próximos dias dessa semana o embarque da carga para cá”, disse Pazuello em entrevista no Palácio do Planalto.
No sábado 16, a Índia iniciou sua ambiciosa campanha de imunização contra a Covid-19 com duas vacinas: a de Oxford e a da Bharat Biotech, desenvolvida em solo indiano.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



