Saúde

Ministério da Saúde anuncia que vacinação começará pelas capitais

‘Não posso esperar chegar em 5570 municípios, 38 mil salas de vacinação para então startar a vacinação’, diz secretário da pasta

Ministério da Saúde anuncia que vacinação começará pelas capitais
Ministério da Saúde anuncia que vacinação começará pelas capitais
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
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O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira 13 que o programa de vacinação contra a Covid-19 começará pelas capitais. A justificativa da pasta é que a espera pela chegada de doses do imunizante a todos os municípios atrasaria o planejamento.

“Vai começar pelas capitais. Eu não posso esperar chegar em 5570 municípios, 38 mil salas de vacinação para então ‘startar’ a vacinação. Vai começar quando chegar nas capitais. Se, ao mesmo tempo, já tiver conseguido chegar também nos municípios mais próximos ou até em odos municípios, se a gente conseguir cumprir o prazo podemos começar em todos municípios de um estado. Mas os senhores conhecem a realidade do Brasil, com seus 8,5 milhões de km²”, afirmou o secretário executivo do ministério, Élcio Franco.

Franco ponderou que as empresas que desenvolvem os imunizantes só podem iniciar o envio das doses aos estados após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

“É uma questão até legal. A vacina que não tem autorização está sob termo de guarda. Então ela está com o Butantan, mas não pode ser usada. Ele não pode usar a vacina, não pode distribuir, não pode lotear. A mesma coisa para a vacina que vier importada da Índia que ficará com termo de guarda na Fiocruz”, acrescentou.

A Anvisa realizará no próximo domingo 17 a reunião da Diretoria Colegiada que decidirá sobre os pedidos de autorização para uso emergencial da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e do imunizante de Oxford, sob responsabilidade da Fiocruz.

Nesta quarta, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que a Coronavac deve ser disponibilizada à população imediatamente após a aprovação pela Anvisa. O tucano destacou que se trata de uma questão humanitária.

“A vacina do Butantan atende plenamente. E atendendo plenamente ela deve ser colocada imediatamente após a aprovação da Anvisa para a vacinação dos brasileiros”, declarou Doria.

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