Sociedade
Manifestantes “enterram” trabalhadores em frente à casa de Marín
Para lembrar mortos em obras da Copa, movimentos sociais fizeram protesto na residência do presidente da CBF nesta manhã
A casa de José Maria Marin, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL), amanheceu nesta sexta-feira 6 com coroas de flores, velas e faixas para o “enterro simbólico” dos dez trabalhadores que morreram na construção dos estádios para o evento.
Seis dias antes do jogo de abertura, o comitê popular da Copa pendurou faixas em frente à residência do presidente CBF, localizada nos Jardins, zona nobre em São Paulo. Eles também colaram lambes-lambes com a escrita “Copa das Mortes”, pedindo o pagamento de pensão vitalícia para as famílias dos operários mortos e incapacitados em acidentes de trabalho
Segundo os movimentos sociais que organizam o comitê, “o objetivo do esculacho popular foi expor, na figura de Marin, a FIFA, a CBF e as construtoras, como responsáveis pelas mortes dos operários devido às condições precárias de trabalho e segurança oferecidas a eles”.
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