CartaExpressa
Governo Bolsonaro agora tenta impedir a exportação de seringas
Saúde pediu a inclusão dos produtos na lista de itens essenciais em meio à pandemia
Após fracassar na primeira tentativa de comprar seringas e agulhas para a vacinação contra a Covid-19 no Brasil, o Ministério da Saúde tenta barrar a exportação desses produtos.
O secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, enviou ao Ministério da Economia, em 31 de dezembro, um ofício em que pede a inclusão de agulhas e seringas na lista de itens considerados essenciais no combate à pandemia, a fim de impedir a exportação. A informação é da revista Veja.
Das 331 milhões de unidades que o governo federal tem a intenção de comprar, só conseguiu oferta para adquirir 7,9 milhões em pregão eletrônico realizado na última terça-feira 29 – cerca de 2,4% do total.
Nas redes sociais, o Ministério da Saúde chamou de “fake news” as notícias sobre o fracasso do governo na tentativa de garantir as seringas.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


