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Irã responderá a ‘qualquer ato’ dos EUA, diz chefe dos Guardiães da Revolução

As tensões entre os dois países aumentaram na véspera do aniversário da morte do general Soleimani

Irã responderá a ‘qualquer ato’ dos EUA, diz chefe dos Guardiães da Revolução
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Chefe dos Guardiães da Revolução do Irã, general Hossein Salami. Foto: SEPAH NEWS / AFP.
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O chefe dos Guardiães da Revolução do Irã, general Hossein Salami, afirmou  neste sábado (2) que o país responderá a “qualquer ação do inimigo” , referindo-se às crescentes tensões com os Estados Unidos, durante uma inspeção de tropas estacionadas em uma ilha-chave do Golfo.

 

“Estamos aqui hoje para garantir nosso poderio naval contra os inimigos que se gabam e nos ameaçam”, declarou o general, na ilha de Abu Musa, conforme o Sepahnews, o site oficial dos Guardiães da Revolução.

“Responderemos com a mesma força […] a qualquer ação do inimigo contra nós”, prometeu.

A ilha de Abu Musa está localizada perto da entrada do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.

As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram na véspera do aniversário da morte do poderoso general iraniano Qassem Soleimani, chefe das operações estrangeiras dos Guardiães. Ele foi assassinado em um ataque dos EUA em Bagdá, capital iraquiana, em 3 de janeiro de 2020.

À época, o Irã respondeu disparando mísseis contra bases iraquianas que abrigam soldados americanos.

No final de novembro passado, o porta-aviões “USS Nimitz” foi destacado para o Golfo e, em 10 de dezembro, dois bombardeiros B-52 sobrevoaram a região em uma demonstração de força.

De acordo com o jornal The New York Times, o secretário americano da Defesa, Christopher Miller, ordenou, desde então, o retorno do “USS Nimitz”. Um sinal de “desescalada” enviado a Teerã para evitar um conflito, escreve o jornal, citando um funcionário da pasta.

Na quinta-feira (31), o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de buscar “um pretexto” para lançar “uma guerra” antes de deixar a Casa Branca, em 20 de janeiro, após um mandato no qual liderou uma campanha de “pressão máxima” contra Teerã.

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