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Rússia aceita participar de reunião da Otan sobre crise na Ucrânia

Encontro emergencial, previsto para quarta-feira 5, é o terceiro entre embaixadores dos países-membros da aliança militar ocidental nos últimos dias

Rússia aceita participar de reunião da Otan sobre crise na Ucrânia
Rússia aceita participar de reunião da Otan sobre crise na Ucrânia
Pilotos da Força Aérea ucraniana na base de Belbek, perto de Sevastopol, cuja placa na entrada diz: "Sem guerra!"
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O embaixador da Rússia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alexandre Grushko, aceitou nesta terça-feira 4 participar de uma reunião da organização para discutir a crise na Ucrânia, iniciativa de vários países membros da Aliança, disse Oana Lungescu, porta-voz da Otan. A reunião será amanhã, quarta-feira 5, em Bruxelas.

O encontro vai ocorrer um dia depois da segunda reunião de emergência em três dias, dos embaixadores dos 28 países-membros da Aliança Atlântica, para debater a situação na Ucrânia e a ação da Rússia na península ucraniana da Crimeia.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do presidente ucraniano Viktor Ianukóvitch, e Moscou enviou nas últimas horas tropas para a república autônoma da Crimeia, com uma maioria de cidadãos russos e base da frota russa do Mar Negro.

A decisão foi tomada em nome da proteção dos cidadãos e soldados russos, depois de o governo autônomo ter rejeitado o novo presidente da Ucrânia.

A segunda reunião de emergência da Otan foi marcada a pedido da Polônia, que invocou o Artigo 4º do Tratado da Aliança Atlântica, por se considerar ameaçada pela possível intervenção armada da Rússia.

Nos termos daquele artigo “qualquer aliado pode solicitar consultas sempre que, na opinião de qualquer um deles, a sua integridade territorial, a independência política ou a segurança é ameaçada”, indicou a Aliança Atlântica.

*Publicado originalmente na Agência Brasil

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