Economia

STF libera venda ‘automática’ de refinarias da Petrobras sem aval do Congresso

Decisão foi tomada por 6 votos a 4 e não reconheceu fraude apontada por Congresso no processo de ‘privatização’

STF libera venda ‘automática’ de refinarias da Petrobras sem aval do Congresso
STF libera venda ‘automática’ de refinarias da Petrobras sem aval do Congresso
Foto: Agência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira 1, que a Petrobras não precisa de aval do Congresso Nacional para vender as subsidiárias Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, e Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná.

 

O placar foi de 6 a 4. Prevaleceu o voto do ministro Alexandre de Moraes, seguido por Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Eles contrariaram o relator, Edson Fachin, cujo voto só foi acompanhado pelos de Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello.

A reclamação (Rcl 42576) no Supremo foi ajuizada pelas Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados contra a venda de ativos das subsidiárias.

Os representantes do Legislativo alegaram afronta à decisão do STF sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5624, quando a Corte decidiu que a venda de subsidiárias de estatais não exige autorização legislativa, salvo quando a venda implicar alienação do controle acionário das empresas-matrizes.

O Congresso argumentou que a estatal estaria fraudando o processo ao fatiar as refinarias em “subsidiárias artificiais” para poder privatizar a Petrobras aos poucos, sem a necessidade de passar pelo plenário das Casas. A estatal pretende vender oito refinarias.

Na decisão, porém, a maioria dos ministros concordou com o argumento da defesa da Petrobras de que as duas refinarias negociadas representam apenas 3% do ativo imobilizado da Petrobras – longe, portanto, de se caracterizar a transferência de controle acionário.

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