Política
Doria anuncia encerramento do Hospital de Campanha do Ibirapuera
‘A unidade foi fundamental para desafogar a rede pública de saúde’, disse o governador
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, nesta sexta-feira 25, o encerramento do Hospital de Campanha do Ibirapuera, devido ao “declínio da pandemia em todo o Estado”.
Com o declínio da pandemia em todo o Estado, fecharemos o Hospital de Campanha do Ibirapuera. Após cinco meses de atividades, quase 3.200 pacientes de 106 cidades diferentes receberam atendimento no local. A unidade foi fundamental para desafogar a rede pública de saúde.
— João Doria (@jdoriajr) September 25, 2020
As mortes por coronavírus no Estado chegaram ao índice mais baixo desde maio, segundo dados apresentados pelo governo. A última semana, com média diária de 158 mortes, registrou queda de 14% em relação à semana anterior, que teve média de 181 óbitos diários.
Os casos diários ficaram com média de 1110, uma redução de 2%.
A taxa de ocupação de leitos de UTI atingiu o menor índice na última segunda-feira 21 e apresentou nova redução nesta sexta-feira 25, atingindo 46,3% em São Paulo e 45,3% na Grande São Paulo.
Foram confirmados nas últimas 24 horas 6.681 novos casos e 200 novos óbitos.
Segundo o governo, o hospital de campanha atendeu quase 3.200 pacientes de 106 cidades em cinco meses de atividade. Doria afirmou que “todos os equipamentos do hospital serão doados para entidades assistenciais e unidades de saúde do Estado”.
“Reforço, no entanto, que a pandemia ainda representa uma ameaça à vida das pessoas. Fundamental que a população siga respeitando as medidas de prevenção”, completou o governador.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


