Mundo
Trump é vaiado em velório da juíza Ruth Bader Ginsburg
Morte da magistrada deixa uma vaga na mais alta Corte do país. Trump sinalizou apoio à conservadora Barbara Lagoa, de Miami
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com vaias e gritos ao chegar à Suprema Corte na manhã desta quinta-feira 24 para homenagear a juíza Ruth Bader Ginsburg, que morreu na última sexta-feira 18, aos 87 anos, vítima de um câncer no pâncreas.
President Trump and Melania Trump paid their respects to Supreme Court Justice Ruth Bader Ginsburg as a crowd protested their presence pic.twitter.com/L7jHCQWPd0
— CNN Breaking News (@cnnbrk) September 24, 2020
Antes que Trump saísse de seu veículo, a multidão o recebeu com vaias e gritos de “votem para tirá-lo”, em referência às eleições de 3 de novembro, e “honrem seu desejo”, em alusão à última vontade de Ginsburg, que pediu que o governo vencedor das eleições nomeie seu sucessor.
Desde que a morte da magistrada foi anunciada, centenas de pessoas se reuniram espontaneamente nos degraus de mármore da Corte para homenageá-la.
Os Estados Unidos iniciaram ontem três dias de homenagens na Suprema Corte e no Capitólio para a despedida da juíza progressista, cuja morte deixou uma vaga na mais alta Corte e desencadeou um novo confronto entre democratas e republicanos em plena campanha eleitoral.
Trump prometeu nomear a substituta antes das eleições de 3 de novembro. “Acho que tudo vai correr muito bem, que será muito rápido”, disse o presidente à Fox Radio, sinalizando a presença da magistrada conservadora Barbara Lagoa, uma juíza de Miami de origem cubana, entre as finalistas.
O corpo de Ginsburg será transferido na sexta-feira 25 para o salão de estátuas do Capitólio, em frente à Suprema Corte.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



