Política

Eduardo Bolsonaro pagou 150 mil reais em espécie na compra de dois apartamentos no Rio, revela jornal

Um dos imóveis foi adquirido no primeiro ano do parlamentar como deputado federal

Eduardo Bolsonaro pagou 150 mil reais em espécie na compra de dois apartamentos no Rio, revela jornal
Eduardo Bolsonaro pagou 150 mil reais em espécie na compra de dois apartamentos no Rio, revela jornal
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Alan Santos/PR
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pagou um total de 150 mil reais em espécie na compra de dois apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro. O valor, desembolsado entre 2011 e 2016, equivale a 196,5 mil reais corrigidos pela inflação. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo com base em escrituras públicas dos imóveis obtidas em dois cartórios da cidade.

Uma das compras foi realizada em 2016,  durante o primeiro mandato de Eduardo como deputado federal. Ele registrou a escritura de um apartamento comprado em Botafogo no valor de 1 milhão de reais. No documento ficaram registrados um sinal de 81 mil reais dado previamente pelo parlamentar e um pagamento de 100 mil reais em espécie. A maior parte, 800 mil, foi quitada com financiamento junto à Caixa Econômica Federal.

Em 2011, antes de se eleger deputado, Eduardo Bolsonaro adquiriu um apartamento em Copacabana no valor de 160 mil reais. A transação foi feita com um cheque administrativo de 110 mil reais. O valor restante, 50 mil reais, também foi pago em espécie.

Em 1995, a mãe de Eduardo, Rogéria Bolsonaro, pré-candidata a vereadora pelo Republicanos, comprou um apartamento em Vila Isabel por 95 mil reais em espécie. Na época, ela ainda era casada com Jair Bolsonaro em regime de  comunhão de bens. A informação também foi revelada pelo Globo.

De acordo com a revista Época, Ana Cristina Valle, segunda mulher de Jair Bolsonaro, comprou no período em que foi casada com ele um total de 14 imóveis, cinco deles em dinheiro vivo.

Carlos e Flávio Bolsonaro, irmãos mais velhos de Eduardo, são investigados pelo Ministério Público do Rio pela prática de “rachadinha” e pela nomeação do que seriam “funcionários fantasmas”. Eduardo não é investigado nos casos.

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