Política
Marina Silva pede e TSE retira site pró-Dilma do ar
A página “Muda Mais” amanheceu nesta quarta-feira 17 fora do ar; ainda cabe recurso à decisão proferida a pedido da candidata do PSB
A Justiça Eleitoral determinou a retirada do ar do site “Muda Mais” (www.mudamais.com), que tinha conteúdo vinculado à campanha de Dilma Rousseff (PT). O pedido foi feito pela coligação Unidos pelo Brasil, da candidata Marina Silva (PSB).
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin deferiu a liminar nesta terça-feira 16. Na decisão, o juiz afirma que a propaganda eleitoral na internet pode ser realizada em site do candidato, do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral.
Segundo o ministro, o site está irregular porque veicula propaganda sem estar vinculado legalmente à campanha. Ainda cabe recurso à decisão e o plenário do tribunal deve tomar uma decisão a respeito.
A página era coordenada pelo ex-ministro Franklin Martins, e falava de realizações do governo Dilma e trazia críticas à candidata Marina Silva. Na manhã desta quarta-feira, o site já estava fora do ar. Todo conteúdo havia sido substituído por uma tela laranja com a seguinte mensagem:
“O Muda Mais está fora do ar por decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em atendimento à solicitação judicial da coligação encabeçada pela candidata Marina Silva (PSB). Vamos proceder à defesa jurídica de todos os pontos que foram questionados, e não vamos deixar que as posturas anti-democráticas da candidata nos calem.
O Muda Mais sempre teve o caráter de disseminar o debate nas redes, se baseando na honestidade dos fatos, em uma boa apuração e na checagem das informações que servem ao diálogo franco e aberto, levando em consideração a disputa de projetos que está em jogo nessas eleições.
Marina precisa entender que na democracia ninguém fala sozinho. Tentar calar o Muda Mais é tentar calar o debate político”.
Logo que a notícia da decisão judicial começou a circular, na tarde desta terça-feira a reação nas redes sociais, foi forte. A hashtag #MarinaCENSURA chegou a ficarem terceiro lugar entre os assuntos mais falados no twitter em todo o mundo.
O presidente do PT, Rui Falcão, condenou a decisão: “Não temos censurado ninguém, temos debatido livremente. É um absurdo em uma sociedade democrática, depois de 12 anos da mais ampla liberdade de imprensa no País, uma candidata censurar a nossa campanha”, afirmou.

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



