Cultura

Rennan da Penha: “O funk não é um ritmo inferior aos outros”

Produtor e DJ tenta se reerguer, lança primeiro DVD e apresenta projeto com artistas da periferia

Rennan da Penha: “O funk não é um ritmo inferior aos outros”
Rennan da Penha: “O funk não é um ritmo inferior aos outros”
Crédito: Lele Tavares/Divulgação
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Rennan da Penha, 26 anos, lançou dias atrás uma galeria virtual para divulgar trabalho de artistas periféricos, com animações exclusivas vinculadas a oito faixas do seu DVD Segue o Baile

Esse seu primeiro álbum foi lançado recentemente e é uma maratona com mais de 3 horas de duração, gravado em casa de espetáculo no Rio de Janeiro no início desse ano, com a presença de 8 mil pessoas e vários convidados. São 21 músicas, entre inéditas e seus hits que têm milhões de visualizações na internet.

Rennan da Penha tornou-se personagem de questionada decisão judicial, que o levou à prisão por suposta ligação ao tráfico – a sua soltura meses depois ocorreu, em novembro último, após entendimento do STF sobre prisão em segunda instância. O DJ promovia movimentados bailes funks, com milhares de pessoas, na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde a crise social grita dia e noite, mas a polícia é o único agente do Estado presente, em geral orientado a reprimir eventos desse tipo.

Através de página na internet, na galeria virtual está disponível os desenhos dos oito artistas de diferentes regiões do país. São eles: Eloi, Milly, Dapenha, Raphael Cruz, Gabriella Marinho, Amorinha, Nazura e Preta Ilustra. 

“Fiquei muito feliz com este projeto. Em abrir espaço para as pessoas que vem de comunidade, da periferia, como eu, para mostrarem seus trabalhos. Muitas vezes elas não têm oportunidade. Então conseguimos abrir esse espaço para elas mostrarem sua arte para o mundo”, conta Rennan da Penha. Cada ilustração acompanha uma breve apresentação do artista responsável por traduzir em arte a canção selecionada.

Sobre seu primeiro DVD, Rennan da Penha afirma que “representa tudo” para ele. “Foi um sonho realizado. Mostrar o quanto meu show pode ser grandioso para diversas pessoas, e também mostrar que o funk tem seu espaço na música, que não é um ritmo inferior aos outros”.

Ele conta ainda que tem produzido bastante no período de pandemia e garante que virá mais sucessos e parcerias. Mas aponta preocupação com o futuro por conta da situação atual. “Em relação à economia, afetou todo mundo do meio musical. Já tinha planos em andamento, o trabalho na pista. Tinha pago alguma coisa, que deveria ter dado retorno se não fosse a paralisação”, afirma. 

“Agora é o momento de se concentrar no trabalho, de se reerguer, porque quem se preparar agora, mostrando conteúdo, é quem vai voltar com mais força lá na frente”.

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