Política
Presa nesta manhã, Sara Winter é alvo de três inquéritos. Entenda
Mais cinco pessoas tiveram prisão decretada dentro do inquérito do STF que investiga participação em protestos antidemocráticos
A ativista Sara Winter não deve ser única presa no âmbito do inquérito que investiga protestos antidemocráticos. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou mais cinco mandados de prisão de integrantes do grupo 300 do Brasil. Os nomes ainda não foram divulgados.
A ação da Polícia Federal iniciada nesta manhã decorre de um ato realizado no sábado 13 em que manifestantes lançaram fogos de artifício contra o prédio do STF, simulando um bombardeio.
O ato aconteceu depois que a Polícia Militar do Distrito Federal desmontou um acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Sara, então, liderou um grupo de cerca de 20 pessoas para tentar invadir o Congresso Nacional, mas foi contida pela Polícia Legislativa.
“Vocês tiram nossa casa que nós tiramos o Congresso”, afirmou a militante. Os manifestantes entoavam uma frase já citada pelo presidente Bolsonaro “acabou, porra”, para pedir a intervenção militar, o fechamento do Congresso, além de promoverem ataques à imprensa. Eles também rezaram e pediram bênção ao presidente.
A ação da Polícia Federal nesta segunda acontece após a Procuradoria Geral da República abrir uma investigação para responsabilização dos autores, a pedido do presidente do tribunal, Dias Toffoli.
A militante é investigada em mais dois inquéritos. Um deles é o das fake news, que investiga ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares. Após ser alvo de busca e apreensão, Sara publicou um vídeo afirmando ter vontade de “trocar socos” com Alexandre de Moraes, relator do inquérito, e prometendo infernizar a vida do ministro e perseguí-lo. As declarações motivaram a expulsão da militante do DEM.
Ela também é investigada por improbidade administrativa a pedido do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, que investiga possível irregularidade na utilização de R$ 25 mil recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas em 2018, o chamado fundo eleitoral. Ela disputou uma vaga de deputada federal pelo DEM, teve 17.246 votos e não foi eleita.
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