Política
Crivella diz que Rio dominou a pandemia e autoriza abertura de igrejas
Além de decreto extra para orientar igrejas na reabertura, a Prefeitura também anunciou que irá contar os óbitos a partir dos sepultamentos
O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira 25 que não deve flexibilizar as medidas de isolamento social por enquanto na capital fluminense, mas disse que a pandemia foi “dominada” e que, apesar da alta dos casos, a cidade poderá ser aberta novamente em breve.
“Não vamos relaxar as medidas de afastamento social. Devemos esperar mais um período para recomeçar o retorno às atividades”, disse o prefeito em coletiva de imprensa. “Não queremos que as pessoas fiquem tranquilas. Mantenham as máscaras e os procedimentos de higiene. Mas não podemos negar que dominamos a pandemia, no sentido que as ondas que prevíamos, não entramos no caos”, disse Crivella.
Segundo as últimas atualizações do domingo 24, a cidade do Rio registra 2.755 mortos por covid-19. Em relação a essa cifra, a Prefeitura também anunciou uma mudança na contabilização dos óbitos a partir desta segunda após ser criticada por falta de transparência. Agora, serão analisados os sepultamentos diários na capital, e não o número de mortes a partir dos casos confirmados de coronavírus.
Com tantas mudanças, apesar de não ter uma data para o retorno em mente, o prefeito disse que existem “protocolos” para a reabertura gradual do comércio em junho – que começa na semana que vem -, e já fez questão de adiantar o funcionamento das igrejas, que tinham orientação de não realizarem celebrações.
O decreto para orientar o funcionamento de templos religiosos deverá ser publicado ainda hoje, em uma edição extra do Diário Oficial do município, com a orientação pelo uso obrigatório de máscara, distância mínima de 2m e disponibilização de álcool gel. Segundo Crivella, tal mudança veio da publicação de decreto por parte do presidente Jair Bolsonaro, que considerou as igrejas como serviços essenciais.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



