Sociedade
Projétil que matou João Pedro tem o mesmo calibre de armas apreendidas com policiais
A bala que matou o adolescente era de calibre 5.56, o mesmo de um dos fuzis apreendidos com agentes que participaram da operação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou que o calibre da bala que matou o adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, é o mesmo de um dos fuzis apreendidos com agentes que participaram da ação. A bala que acertou João pedro era de calibre 5.56, o mesmo de uma das armas dos policiais; outros dois fuzis eram de calibre 7.62. As informações foram divulgadas pelo RJTV, da Rede Globo, nesta sexta-feira 22.
O adolescente foi baleado na segunda-feira 18, dentro de casa, durante uma operação conjunta da Polícia Civil e Federal, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo familiares e amigos da vítima, ele brincava no quintal da casa de um tio quando os policiais invadiram o imóvel e o atingiram na barriga. Já a Polícia Civil alega que o menino foi atingido durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais, sendo socorrido de helicóptero.
O imóvel onde o adolescente estava foi atingido por dezenas de tiros. Foram encontradas 72 marcas de bala em paredes e eletrodomésticos. O projétil que matou o adolescente, segundo perícia preliminar, entrou pelas costas, perfurou um pulmão e ficou alojada perto de um ombro. Peritos alegam que o disparo, de “alta energia cinética”, veio possivelmente de um fuzil. O corpo de João Pedro só foi encontrado pela família cerca de 18 horas depois no IML da Baixada Fluminense.
O titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), o delegado Allan Duarte, declarou que o caso deve ser solucionado em breve e que, além do confronto balístico com as armas apreendidas com os policiais, é possível que seja feita uma reprodução simulada e outras pessoas sejam ouvidas.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



