Saúde

Coreia do Sul registra maior número de casos de covid-19 em um mês

Temendo uma segunda onda da covid-19, autoridades pediram que todos que frequentaram os locais nas últimas semanas sejam testados

Coreia do Sul registra maior número de casos de covid-19 em um mês
Coreia do Sul registra maior número de casos de covid-19 em um mês
Funcionário higieniza mesas de escolas na Coreia do Sul (Foto: Jung Yeon-je / AFP)
Apoie Siga-nos no

A Coreia do Sul registrou, nesta segunda-feira 11, o maior número de casos do coronavírus em um mês. O motivo é a aparição de um novo surto da doença em um bairro boêmio de Seul.

Os sul-coreanos se preparavam para voltar progressivamente à normalidade, mas, no último fim de semana o governo sul-coreano decretou o fechamento de alguns lugares públicos de Seul, da província vizinha de Gyeonggi e da cidade de Incheon. As autoridades resolveram tomar a decisão temendo uma segunda onda de coronavírus no país.

Nesta segunda-feira, a Coreia do Sul registrou 35 novos casos da Covid-19, aumentando o número de pessoas que testaram positivo ao coronavírus para 10.909, segundo os centros sul-coreanos de controle e prevenção de doenças. Há 12 dias, o país registrava poucos casos, mas a situação evoluiu neste fim de semana.

Segundo o prefeito de Seul, Park Won-soon, um homem de 29 anos recebeu um diagnóstico positivo depois de ter frequentado, no inicio deste mês, bares e clubes de Iaewon, um dos bairros boêmios da capital sul-coreana. Por isso, as autoridades sanitárias pediram que todas as pessoas que frequentaram os locais nas últimas duas semanas sejam rapidamente testadas.

(Photo by Ed JONES / AFP)

O primeiro-ministro Chung Sye-kyun afirma que o objetivo agora é identificar “milhares de pessoas” que estiveram nesses estabelecimentos para que as autoridades possam encontrar e isolar novos contaminados. A situação gera uma reviravolta no país que estava prestes a protagonizar uma volta progressiva à normalidade.

Exemplo de gerenciamento da crise

A Coreia do Sul foi considerada um exemplo do gerenciamento da crise sanitária provocada pelo coronavírus. Em fevereiro, o país chegou a ser o segundo mais afetado pela doença, ficando atrás apenas da China.

No entanto, as autoridades deram a volta por cima criando uma estratégia considerada exemplar e sem a necessidade de colocar toda a população em quarentena, como fizeram vários países ao longo desses meses de pandemia.

O estrito método sul-coreano consiste em encontrar os possíveis infectados e isolá-los, submetendo-os a testes e tratamento no caso de terem sido contaminados. Aliado ao respeito da população às regras sanitárias, o país conseguiu até mesmo realizar uma eleição legislativa sem registrar aumento de casos.

Na última quarta-feira 06, o governo chegou a anunciar o relaxamento de algumas medidas impostas em março para conter a propagação do coronavírus. Locais públicos, como museus e galerias reabriram e campeonatos esportivos de futebol e baseball reiniciaram.

Famílias preocupadas com a volta às aulas

As escolas deveriam ser reabertas nesta semana, mas as autoridades ainda não anunciaram se o aumento das contaminações pode atrapalhar os planos da volta progressiva à normalidade.

A exemplo do que acontece na França, mães e pais de alunos estão preocupados com a situação. Em uma petição online publicada no site da presidência sul-coreana, 150 mil pessoas pedem um adiamento da volta às aulas, que deveria acontecer nesta quarta-feira 13.

O novo foco da doença na capital sul-coreana não ajudou a acalmar os ânimos. Por medida de precaução, a prefeitura de Seul pede o adiamento de uma semana da reabertura das escolas.

O ministério da Educação deve realizar um pronunciamento sobre essa questão na terça-feira 12, mas, ao que tudo indica, as atividades escolares devem provavelmente ser prejudicadas com o aumento das contaminações no país.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo