Política

Conselho de Medicina ouve médica que defende cloroquina, mas não se convence

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, entidade avisou o Ministério da Saúde que não dá evidências científicas sobre eficácia da doença

Conselho de Medicina ouve médica que defende cloroquina, mas não se convence
Conselho de Medicina ouve médica que defende cloroquina, mas não se convence
Presidente Jair Bolsonaro defende uso da cloroquina em transmissão ao vivo nas redes sociais. Foto: Reprodução/Facebook
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) avisou o Ministério da Saúde que não encontrou nenhum estudo na literatura científica que comprove que a cloroquina funcione para o tratamento contra o coronavírus. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

A entidade deve se posicionar nos próximos dias sobre o uso da substância e a tendência é de não recomendar o uso indiscriminado, segundo o veículo. A orientação contraria a campanha do presidente Jair Bolsonaro em favor do uso do remédio.

Folha de S. Paulo informa ainda que integrantes do conselho ouviram por três horas a médica Nise Yamaguchi, defensora da cloroquina, mas não se convenceram. Relatos de bastidores reportados pelo jornal apontam que o encontro com a oncologista serviu para que vissem que ela não se baseia em nada científico, mas apenas na sua percepção.

O CFM ainda discute, porém, se vai liberar médicos para prescrever a substância caso julguem necessário. De acordo com o jornal, o plano do conselho é lançar um documento junto com sociedades de especialidades que têm relação com a doença, como as de Infectologia, Terapia Intensiva e Pneumologia.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já autorizou a aplicação do remédio apenas em casos graves, mas ressalta que a responsabilidade é do médico e que não há evidências científicas que assegurem efeitos positivos contra o coronavírus.

Na quarta-feira 8, Bolsonaro exaltou a cloroquina durante pronunciamento em rede nacional e homenageou o médico Roberto Kalil Filho, que admitiu ter se submetido ao remédio quando foi infectado e declarou que vem ministrando a droga em outros pacientes.

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