Política
Doria cogita aplicar multa e prisão para quem desrespeitar isolamento
Governador constatou queda no índice de isolamento social no estado
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que adotará medidas mais rígidas para limitar a circulação no estado, caso não suba o índice de pessoas cumprindo a quarentena. Segundo ele, o governo pode aplicar multas e até voz de prisão para quem desobedecer as orientações.
Segundo Doria, hoje, o estado tem 50% de pessoas em situação de isolamento. O governador quer que o nível aumente para 60% no fim de semana, e caminhe para 70% a partir da segunda-feira 13. Nos últimos dias, a população da cidade de São Paulo, por exemplo, afrouxou a conduta e ampliou a movimentação nas ruas.
“Vamos fazer o teste este final de semana. Se não elevarmos esse nível de pessoas cumprindo a quarentena – que hoje é de 50% – para 60% e caminharmos para 70%, a partir de segunda-feira 13, não apenas o governo do Estado, como também a prefeitura de São Paulo, tomarão medidas mais rígidas”, anunciou o governador, no programa SP2, da emissora Globo.
O governador citou ações práticas que podem ser adotadas e pediu consciência da população para evitar essa decisão.
“Eu queria evitar isso, porque medidas mais rígidas significam que pessoas poderão, não apenas receber advertência, multa, mas também voz de prisão. Eu desejaria ter que evitar isso. As pessoas precisam ter consciência”, afirmou. “Mas se tivermos que fazer, nós vamos fazer, em defesa da vida.”
O tucano reforçou ainda que “isolamento social não são férias” e criticou deslocamentos da capital ou da região metropolitana para o interior ou ao litoral. Segundo ele, o movimento potencializa os riscos de contaminação nessas regiões.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Bolsonaro alfineta Mandetta: “Médico não abandona paciente, mas o paciente pode trocar de médico”
Por Victor Ohana
Não aceitamos ser instrumento de disputa entre governo e estados, diz Maia
Por Victor Ohana


