Política

Guedes diz que domésticas iam à Disney com dólar barato: “Festa danada”

Ministro recomendou que, após recorde do dólar, brasileiros deixem de viajar ao exterior

Guedes diz que domésticas iam à Disney com dólar barato: “Festa danada”
Guedes diz que domésticas iam à Disney com dólar barato: “Festa danada”
O ministro Paulo Guedes disse que dólar é bom para todo mundo. Foto: Arquivo/Marcos Corrêa/PR
Apoie Siga-nos no

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira 12 que dólar um pouco mais alto é bom para todos. Ao se referir a períodos em que o real esteve mais valorizado, afirmou que empregadas domésticas iam para a Disney e que era “uma festa danada”.

Segundo o jornal, o ministro estava em um evento em Brasília. Ele sugeriu que, em vez de viajar ao exterior, as pessoas passeiem pelo Brasil.

“O câmbio não está nervoso, [o câmbio] mudou. Não tem negócio de câmbio a 1 real e 80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear o Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, disse.

Em seguida, o ministro tentou ponderar sua declaração.

“Antes que falem: ‘Ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo está indo para a Disneylândia. Todo mundo tem que ir à Disneylândia conhecer um dia, mas não em três, quatro dias por ano, porque com dólar a 1 e 80 tinha gente indo quatro vezes por ano”, afirmou.

O dólar fechou esta quarta-feira 12 com nova máxima nominal histórica, a 4 reais e 35 centavos. Foi o quinto pregão seguido de alta.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo