Educação

Secretário da Educação Superior pede demissão do MEC

Arnaldo Lima Jr. sai após a crise das notas do Enem e suspeitas de que o ministro Weintraub não fique no cargo por muito tempo

Secretário da Educação Superior pede demissão do MEC
Secretário da Educação Superior pede demissão do MEC
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
Apoie Siga-nos no

O Ministério da Educação perdeu seu Secretário da Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, após ele declarar demissão na noite desta quinta-feira 30. Arnaldo era um dos funcionários do MEC mais próximos a Abraham Weintraub.

Segundo carta obtida pelo jornal Folha de S. Paulo, a saída do secretário se daria por motivos pessoais e para “abraçar um novo propósito profissional”. No entanto, Arnaldo Lima Jr. sai no meio de uma crise ainda não totalmente resolvida no Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio.

Segundo a Folha, Arnaldo exaltou projetos coordenados por ele no tempo em que esteve à frente do Ministério, como o ID-Jovem e o Future-se, projeto de maior presença das iniciativas privadas nas universidades que foi rejeitado pela maioria dos professores e estudantes do País e, até o momento, não tem data para prosseguimento.

O próprio ministro Weintraub é apontado como um dos membros do governo que está para perder o cargo. Embora o ministro tenha declarado na sexta-feira 17 que o primeiro exame sob a gestão do governo Bolsonaro tenha sido o melhor da história, no dia seguinte, reconheceu erros nas notas das provas.

A falha afetou 5.974 estudantes, 0,15% dos participantes. Na segunda-feira 20, o Inep afirmou que os erros já tinham sido corrigidos e as notas atualizadas, mas estudantes reclamaram de instabilidade no acesso à plataforma de inscrição nos cursos e da falta de respostas individuais aos mais de 172 mil e-mails enviados ao MEC no auge da crise.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo