Política

Eduardo Bolsonaro compartilha dado com queda de mortes de trans. Associação nacional diz que é fake news

Antra desmente que tenha divulgado dados a respeito. Relatório sai no dia 29 de janeiro

Eduardo Bolsonaro compartilha dado com queda de mortes de trans. Associação nacional diz que é fake news
Eduardo Bolsonaro compartilha dado com queda de mortes de trans. Associação nacional diz que é fake news
Eduardo posa em frente a escultura pela paz fazendo gesto de arminha (Foto: Rede social)
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Uma reportagem veiculada pelo Guia Gay São Paulo no domingo 12 causa polêmica nas redes sociais.  O site alega ter tido acesso a um mapa de 2019 da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) que atesta queda no número de assassinatos de pessoas trans no Brasil no ano passado. A associação nega e diz que a informação é fake news.

Além de negar os dados, a Antra afirma que o Dossiê 2019 estará disponível a partir do dia 29 de janeiro, data nacional da Visibilidade Trans. A informação foi desmentida na página do Facebook da entidade, com o texto: “Atenção, não caiam em Fakenews!”.

O link com a reportagem foi divulgado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro em seu Twitter, que aproveitou para atrelar o falso resultado às políticas do governo Bolsonaro. “Boa notícia: assassinatos de trans caíram 24,5% no Brasil em 2019. Quando você faz uma política para todos, todos se beneficiam, inclusive todas as minorias. Dividir a sociedade só serve a políticos charlatões”, escreveu, chancelando a sua postura de compartilhar fake news em suas redes.


A reportagem de CartaCapital entrou em contato com a Antra, que reafirmou que o dossiê 2019 ainda está em construção e que qualquer matéria nesse sentido não tem a anuência da entidade. Por telefone, a advogada da associação, Maria Eduarda Aguiar, ainda adiantou que não há tendência de queda nos números, devido aos casos de LGBTfobia registrados no País.

A única informação presente no site da Antra é um mapa com levantamento parcial de assassinatos de travestis, mulheres transexuais e homens trans este ano, mas que só mede até o dia 10 de janeiro.

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