Educação
Policial militar intimida professora durante ocupação de escola em Barueri
Docente acompanhava ocupação estudantil em escola contra o fechamento do turno noturno e transferência dos alunos para outras unidades
Um vídeo que circula nas redes sociais desde a segunda-feira 16 mostra a abordagem de um policial a uma professora, que acompanhava a ocupação estudantil no colégio Lenio Vieira de Moraes Professor, em Barueri. Os alunos ocuparam a escola para protestar contra o possível encerramento do turno noturno, oferecido pelo governo do Estado de São Paulo.
Durante a atuação, o policial grita com a professora e pede seu documento. Ao que ela rebate: “Não fala assim comigo!”. A docente explica que está acompanhando os alunos menores de idade. O PM aumenta o tom de voz e diz que se a professora não pegar o documento será levada à delegacia por resistência. A abordagem rendeu críticas nas redes sociais.
PM de SP age com truculência ocupação pacífica dos estudantes em Barueri
Na escola estadual Lênio Vieira de Moraes a professora Ângela Soares é abordada de modo agressivo e desnecessário por um PM. Repudiamos a forma de abordagem e apelamos para o diálogo. pic.twitter.com/HM4CsPaxqz
— Ivan Valente (@IvanValente) December 17, 2019
Entenda o caso
Estudantes do colégio ocuparam o prédio para reivindicar contra o fechamento de turmas do noturno e a transferência para outras unidades da rede. Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o prédio do colégio é dividido com a prefeitura, que oferta os turnos matutino e vespertino. Ao Estado, cabe o período no noite. A pasta afirmou que há um estudo indicando o encerramento do noturno mas, que após ida da dirigente regional de Itapevi ao local para conversar com os estudantes, nada será modificado no próximo ano letivo.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirma que “a Polícia Militar analisa as imagens para identificar o policial envolvido e as circunstâncias relativas aos fatos”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



