Política

Greta se define como “pirralha” no Twitter após crítica de Bolsonaro

A ativista foi criticada pelo presidente depois de declarar que as populações indígenas têm sido mortas no Brasil por proteger a Amazônia

Greta se define como “pirralha” no Twitter após crítica de Bolsonaro
Greta se define como “pirralha” no Twitter após crítica de Bolsonaro
STEPHANIE KEITH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Apoie Siga-nos no

A ativista sueca Greta Thunberg alterou a sua biografia no Twitter para “pirralha” após ser classificada como tal por Jair Bolsonaro. O presidente a criticou após Thunberg declarar que as populações indígenas têm sido mortas no Brasil por proteger a floresta amazônica.

Nesta terça-feira 10, na entrada do Palácio do Alvorada, Bolsonaro chamou a jovem de pirralha e questionou o espaço dado à ativista pela imprensa. “Qual o nome daquela menina lá? De fora, lá? Greta. A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha”, declarou.

O presidente ainda falou da intenção do governo de cumprir a lei e reduzir o desmatamento ilegal no país. Entre agosto de 2018 e julho de 2019, o Brasil bateu o recorde do desmatamento na Amazônia desta década. “Preocupa, qualquer morte preocupa. Nós queremos cumprir a lei, somos contra o desmatamento ilegal, somos contra a queimada ilegal. Tudo que for contra a lei nós somos contra”, disse.

Na segunda-feira 9, o ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou portaria que autorizou o envio da Força Nacional para a segurança de índios no Maranhão. A Terra Indígena Arariboia, com 413 mil hectares e 12 mil índios, e que vive um clima de tensão desde que o líder Paulo Paulino Guajajara foi morto, foi deixada de fora.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo